quarta-feira, 2 de março de 2011

Luz, câmera e muita discussão

Por Vinícius Oliveira
(E-Aju/Secom PMA)

Com o intuito de trazer uma discussão sobre a sétima arte em Aracaju, o cineclube Kipá exibe filmes e faz debates abertos sobre essa arte que cada vez mais mexe com os sentidos humanos.

A iniciativa do Instituo Kipá tem a parceria com o Núcleo de Produção Digital Orlando Vieira. “A ideia é estudar a fundo um gênero e fazer discussões posteriores. Com o Cineclubismo podemos difundir o audiovisual para estudarmos e começarmos também a produzir”, comenta o presidente do Kipá, Marcel Andrade, ressaltando que o Instituto tem entre seus membros basicamente estudantes de audiovisual da Universidade Federal de Sergipe e ex-estudantes do próprio Núcleo.


Cineclube

Na sua 3ª edição o filme exibido foi o documentário ´Os Caminhos do Cineclubismo´, que proporcionou um debate sobre a trajetória do movimento e o papel cultural e educador que o cineclube pode cumprir, além de entrevistas com diretores famosos na área.

Próxima edição

O estilo escolhido para essa 1ª fase do Cineclube Kipá é o documentário. E não se pode falar em documentário no Brasil sem comentar do grande diretor Eduardo Coutinho. Diretor do Globo Repórter durante 20 anos, nos seus tempos áureos e também diretor do famoso documentário longa-metragem ´Cabra marcado pra morrer´, que foi interrompido pela Ditadura Militar e terminado quase 17 anos após o início das filmagens com o “cabra marcado” já morto.

O filme exibido na sexta-feira(04) será ´Edíficio Master´, trata-se de um documentário sobre um prédio de classe média baixa, onde moram cerca de 500 pessoas, com localização curiosa: a avenida Atlântica, beira-mar e cartão postal do Brasil. O bairro, outrora chique e glamouroso, atualmente é uma das vizinhanças mais decadentes e violentas do Rio de Janeiro.

Onde está a mágica de um filme deste tipo, você pode perguntar. Resposta: nas riquíssimas experiências de vida que Eduardo Coutinho ousou reunir.

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