quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Eleições para coordenação escolar acontecem amanhã (15)


“O coordenador está para a unidade de ensino, assim como o prefeito está para a administração municipal”. Com essas palavras, a professora e diretora municipal de ensino Maria Antônia de Arimateia Freitas sintetizou a importância da função dos coordenadores das unidades municipais de ensino. Tão importante quanto sua função é a possibilidade de escolhê-lo, através do método de gestão democrática.

É pensando nisso que a Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), realiza eleições para escolha dos coordenadores que estarão à frente das unidades durante dois anos. Este ano, as eleições acontecem nesta quinta-feira (15), das 07h às 21h. Professores, funcionários, pais e alunos maiores de 14 anos têm direito ao voto.

De acordo com Maria Antônia, existem três tipos de coordenadores: geral, pedagógico e administrativo. E, ainda, a quantidade de coordenadores será proporcional ao número de alunos matriculados em cada unidade. Por exemplo, se em uma unidade tiver até 199 estudantes, ela será coordenada por apenas um coordenador geral; no caso das que tenha até 200 alunos, além de creche e pré-escolar, a unidade necessitará de um coordenador geral e outro pedagógico; já as que têm mais de 1000 estudantes matriculados, a escola terá o acompanhamento de um coordenador geral, um administrativo e dois pedagógicos. O número máximo de coordenadores por escola é de quatro pessoas.

Cada escola organiza as listas das pessoas que podem votar nas respectivas unidades. Para votar, basta levar um documento com foto. O voto não é obrigatório, mas Maria Antônio enfatiza a importância da comunidade participar e decidir, por isso a Prefeitura de Aracaju está fazendo uma grande mobilização em torno das eleições. “O coordenador é o grande gestor da política educacional dentro da unidade. Ele não só a administra como também a articula”, declara a diretora.

Foto: Walter Martins

Gestão democrática

A gestão democrática possibilita a escolha dos gestores das unidades pela comunidade. Mas não somente. Segundo a diretora municipal de ensino, a gestão democrática se baliza também no acompanhamento e participação da comunidade, por meio dos conselhos. “Os conselhos são compostos por pais, alunos, funcionários e professores. Também são realizadas eleições para eleger os conselheiros. Em 2011, ela aconteceu no mês de outubro”, disse Maria Antônia.

Para garantir o máximo de democracia, a votação para coordenação acontece de dois em dois anos e cada gestor pode ficar apenas dois mandatos seguidos. Estas são diretrizes da legislação criada para a coordenação das unidades de ensino, mencionadas na lei 3.075 de dezembro de 2002 e decreto 1.488 de novembro de 2007, respectivamente.

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