quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Prefeitura trabalha para conter avanço do mar

Em outubro, prefeito esteve no local com a equipe técnica responsável pelo estudo (Fotos: Alejandro Zambrana)  
O avanço da maré e as fortes ondas que atingem a balaustrada da avenida Beira Mar, na altura da curva do Iate Clube de Aracaju, fizeram com que Prefeitura de Aracaju iniciasse uma série de estudos preventivos para o local. No dia 27 de outubro, o prefeito Edvaldo Nogueira percorreu toda a extensão da área afetada, ao lado da equipe técnica responsável pelo estudo, para avaliar de perto a situação da mureta. O objetivo é encontrar uma solução definitiva para a ação da água no local e garantir a segurança de transeuntes na localidade.

Nos últimos anos, as ondas têm ficado mais fortes, chegando praticamente a invadir a pista de grande movimentação de carros e pedestres, gerando apreensão nos aracajuanos.  Diante disso, uma equipe multidisciplinar da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb) iniciou estudos para viabilizar uma forma de minimizar os efeitos da maré na Beira Mar.


De acordo com o prefeito Edvaldo Nogueira, enquanto os estudos são efetuados e até que o projeto de obras seja executado, a Prefeitura de Aracaju mantém a realização de ações paliativas. "Constantemente, fazemos a manutenção, um trabalho que visa evitar a erosão, especialmente cimentando a mureta. Imediatamente o risco é pequeno, mas temos que tomar todas as precauções, todos os cuidados, para que possamos não ver problema grave", explica o prefeito.

Projeto

Segundo o presidente da Emurb, Osvaldo Nascimento, a instituição já vislumbra algumas possibilidades do que deve ser feito na região, e desde logo rejeita a hipótese de aumentar o tamanho da mureta de proteção. "A solução é amortecer essa energia que vem no estuário, para evitar que essa água passe da altura da mureta. Se aumentarmos mureta, vamos tirar a visão do estuário, da natureza, e nós queremos preservar isso", disse. Ele ainda ressalta que não há qualquer risco de desabamento no local e que a previsão de custeio da proteção da muralha seja na ordem de R$ 5 milhões. Os recursos devem ser captados junto ao Governo Federal.

Avanço da maré
De acordo com o prefeito Edvaldo Nogueira, ações paliativas são realizadas enquanto o estudo é feito
Entre os fatores que podem explicar o avanço da maré estão a barreira de proteção para o mangue do bairro 13 de Julho ou o molhe, construído na Atalaia Nova. “O estreitamento na entrada da foz do rio Sergipe elevou o nível da água” destaca o engenheiro Armando Bezerra, um dos integrantes da equipe multidisciplinar da Emurb. "É como se espremessem o canal, o que elevou o nível de água. A dinâmica do mar é essa: acumula e retira. Acumula com assoreamento e retira na erosão. É um equilíbrio natural. A urbanização é quebra essa dinâmica", aponta o técnico.

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