segunda-feira, 30 de julho de 2012

Programa de Redução de Danos em Aracaju

Por Illton Duarte
E-Aju/Secom PMA

Muito se tem feito nos últimos anos para que as pessoas se previnam contra o uso de drogas. Assim, é nítida a necessidade de se implantar programas eficazes no sentido de evidenciar os riscos presentes no uso das drogas e orientar os usuários para minimizar tanto os danos físicos quanto os danos sociais. Assim nasceu o Programa de Redução de Danos (PRD), uma estratégia inovadora que surgiu na Europa em 1980 e que de lá pra cá vem dando tão certo que hoje suas diretrizes são alinhadas com o que é apontado pelo Ministério da Saúde (MS) e pela a Organização das Nações Unidas (ONU).


Fotos: Walter Martins

Em Aracaju o Programa já existe há 10 anos e atualmente está ligado à Rede de Atenção Psicossocial (REAP) da capital. O programa é uma estratégia da saúde pública que visa reduzir os danos expostos aos usuários de substâncias químicas, dando oportunidade de prevenção contra Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST´s) e hepatite C. Além disso, visa combater a visão que os trata como caso de Justiça ou manicômio.

Segundo o psicólogo e coordenador do PRD da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Wagner Mendonça, Aracaju conta hoje com16 redutores de danos, espalhados pelas oito regiões da cidade. São dois por cada região que já estão atuando em áreas de maior concentração de pessoas moradoras de rua e de profissionais do sexo. “A missão desses agentes da saúde é o de se aproximar dessas pessoas para levar informações e orientações sobre os serviços de saúde e ajudá-los na prevenção de doenças", explica o coordenador.


Atividades preventivas

Para reduzir os casos de HIV/Aids na capital, bem como de outras doenças sexualmente transmissíveis, a Secretaria Municipal de Saúde tem realizado atividades preventivas em variadas frentes de atuação. Uma das estratégias adotadas é a visita a pontos de prostituição da cidade, dentre eles o Centro da cidade e a Orla de Atalaia. A atuação do Programa de Redução de Danos é realizada conjuntamente pelos Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Outras Drogas do (Caps AD) e equipes de DST/Aids do município.

Foto: Nucom/SMS

O coordenador do PRD esclareceu ainda como deve ser o posicionamento dos jovens no que se refere ao uso de drogas lícitas ou ilícitas. "O público do ProJovem, por exemplo, é receptivo e ao mesmo tempo participativo. Isso facilita a transmissão de conhecimentos e a realização de discussões que giram em torno dessa problemática", comentou Mendonça, destacando ainda aspectos como religiosidade e tratamento do vício.

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